Banquete Especial
Uma das tradições nas Lojas maçônicas é o Banquete ou Ágape. O Banquete ocorre normalmente em Sessão Magna de Iniciação ou em Sessão Magna Pública, que é, equivocadamente, chamada de Sessão Branca.

Nessas oportunidades, para irem se familiarizando, são formulados convites à aquelas pessoas que manifestaram desejo em pertencer a nossa Ordem.

O responsável pela elaboração da refeição festiva é o Mestre de Banquete ou o próprio Venerável da Loja, que procura se esmerar na execução da tarefa.

E aí começa o dilema.

Quantas pessoas irão comparecer? Duzentas ou cem pessoas? Qual o cardápio? E se faltar comida? E se sobrar? São indagações que passam a atormentar o responsável até na hora do evento. Nas viagens que fizemos por este Estado, pudemos perceber que algumas Lojas realizam Banquetes suntuosos com pratos sofisticados à base de filé, bacalhau, carneiro e leitoa, em quantidade suficiente, sem qualquer preocupação com o número de participantes.

Entretanto, outras Lojas que não possuem a devida previsão orçamentária e levadas pela indefinição do número de participantes, preferem, para não sofrer constrangimento, aumentar a quantidade do prato principal que é a carne, uma vez que, havendo carne, as demais guarnições providencia-se na hora e se houver sobra, “bate-se palhada” no dia seguinte. Estivemos em 2008, na Sessão Magna Pública comemorativa do 25º Aniversário da ARLS Willian Nemer nº 2169, ocasião em que a Loja merecidamente recebeu o Titulo de Benfeitora Estadual da Ordem e após a Sessão Ritualística, como de costume, foi ofertado aos presentes o tradicional banquete.

Embora o cardápio fosse farto e variado com arroz, salada de maionese, farofa, carne de boi ao molho Madeira, Pernil assado e frango grelhado, havia num canto meio afastado um grupo que não estava participando do banquete. Eram os Irmãos Tarcisio Luzorio Marques ( Barão ), Osvaldo Machado (Osvaldinho), Gustavo Galvâo (Barranco ), Luis Clovanir Zoboli ( Maninho ) e Donisete Fiorese (Pezão ) que apenas bebericavam uns aperitivos e saboreavam a tradicional cervejinha gelada.

Lá pelas tantas, todo mundo satisfeito, os convidados começaram se retirar e o Mestre de Banquete passou a recolher as travessas com a comida.

Ouviu-se então, na mesa dos “excluídos” o seguinte diálogo:
- Osvaldinho, quando você chega em casa, tarde da noite, depois de uma cervejada, o que você gosta de comer?
- Olha Barão, pra ser sincero, eu gosto mesmo de arroz com ovo. Por quê?
- Vou providenciar.

Rapidamente, Barão, dirigiu-se à cozinha, retornando minutos depois com uma panela de arroz fumegando e uma frigideira com ovos fritos. Na medida em que os ovos eram consumidos pelo grupo, mais uma frigideira era providenciada, sob os olhares atônitos dos presentes. Depois de algum tempo, devidamente saciados, computou-se literalmente, que no “frigir dos ovos”, foram consumidos cinco dúzias de ovos de galinha caipira.

Portanto, se você visitar a acolhedora ARLS William Nemer nº 2169 do Oriente de Castelo e gostar de arroz com ovo, na hora do ágape, observe atentamente se tem algum grupo alheio ao evento, pois, se tiver, no final da noite, na certa haverá aquele Banquete Especial, ou seja, o fumegante arroz com ovo.

Por: Cecílio Andrade de Oliveira

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