Qual dos dois quereis?
Desde a criação dos primeiros humanos que conhecemos como sendo Adão e Eva segundo as escrituras (Livro da Lei para a maçonaria), notadamente no livro de Gênesis 1:27, percebe-se que na vida todos necessitam fazer escolhas, assim como aconteceu com Adão e Eva, o primeiro casal que Deus o (GADU para a maçonaria), criou. Se nossas escolhas têm sido acertadas ou não, o certo mesmo é que são alternativas. Escolher e escolher é a nossa opção enquanto vida tivermos.

Se entende-se dessa forma, a resposta do povo a pergunta que Pilatos fez a mais de dois mil anos tem muito a nos ensinar, pois causou a um inocente o maior sofrimento físico, emocional e psicológico que um ser humano comum jamais suportaria. QUAL DOS DOIS QUEREIS? Esta foi a pergunta.

Aquele que sofreu em extremo, era cem por cento homem e na mesma proporção, Deus (GADU), como afirma a Bíblia Sagrada. O responsável por dirigir a fatídica pergunta ao povo foi o Governador Pilatos, quando lhes perguntou: "qual dos dois quereis que eu vos solte"? Aos gritos disseram, Barrabás (Mateus 27:21). A escolha que o povo fez à mais de dois milênios tem ecoado ainda hoje nos mais variados idiomas e nas várias formas de expressão escrita, gestual, falada e televisada. Os dois mil anos se foram, e as vozes das ruas (povo) continuam sendo ludibriados pelo falso poder que só enxerga seus interesses.

Aquelas vozes que um dia sob a esperteza de um governo que acovardou-se simplesmente com o propósito de não responder pela decisão que lhe cabia e literalmente lavar as mãos, ou seja desincumbir-se de suas responsabilidades sabendo e declarando que aquele homem era inocente quando ele mesmo disse: “não acho culpa alguma neste homem” (Lucas 23:4b). Transferiu para as vozes das ruas (povo) a decisão que de sua responsabilidade e responsabilizou o povo pela maior atrocidade que se poderia cometer contra um ser humano declarado inocente que continua impactando a vida das várias gerações até os dias atuais. “Belíssima maneira de governar”. Manobrando a massa (povo) que parece fazer parte de um passado tão distante, porém tão presente em nossos dias.

Considerando os textos bíblicos dos evangelhos de Mateus 27:21 e Lucas 23:4b, aquelas vozes de apoio que legitimou a decisão de Pilatos naquele fatídico dia da condenação de Jesus, o filho de Deus (GADU) que era o próprio Deus humano e que manteve no poder aquele governo covarde e irresponsável, foram dos nossos antepassados, que entende-se devia servir de ótimo exemplo hoje, mas vê-se que não tem sido. Nota-se que as vozes das ruas continuam legitimando o poder que age em sentido contrário aos interesses comuns da sociedade.

Contra a vontade da minoria que são bem instruídas, bem intencionadas, bem alimentadas física e intelectualmente independentes em suas decisões, têm-se governos que se legitimam a custa da maioria desprovida de quase tudo, como a mais de dois milênios.

Pensemos nos acontecimentos recentes em nosso país quando o povo tem ido às ruas praticamente em todo o país gritando por socorro. Mas ao que parece os “donos do poder” não querem ouvi-las. Sabe-se que há grupos infiltrados dentro deste movimento legítimo da sociedade que estão causando os mais variados tipos de agressões e prejuízos às instituições públicas e privadas, visando muito provavelmente, a interesses próprios e comuns a seus seletos grupos. Pode-se pensar que os acontecimentos de há mais de dois mil anos apresentam reflexos importantes na sociedade moderna, fruto de um processo de escolha que supõe-se, tenha sido não conforme.

Naquele tempo não era o povo que escolhia seus mandatários. Ainda assim, o poderoso Governador Pilatos não usou o poder para condenar, preferindo buscar nas vozes das ruas a “melhor” decisão, ou a que lhe protegia e o mantinha no poder..

Percebe-se ainda que a intenção de Pilatos em não assumir a responsabilidade (lavar as mãos), ante ao que estaria por vir, não levasse à condenação do inocente Jesus. Contudo não se pode negar a atitude covarde ou “inteligente” em usar as vozes das ruas (povo) para dar legitimidade a libertar um criminoso condenado e encarcerado, e ao mesmo tempo, condenar um inocente.

Ao contrário dos acontecimentos de um passado milenar que pode-se dizer que em nenhum momento deixou de se fazer presente em nosso dias, quando antes o povo foi consultado pelo responsável a tomar a decisão que lhe caberia, atualmente um colegiado tomou a decisão de permitir que 12 dos 25 condenados (não inocentes) pelo mensalão,tivessem novos julgamentos embasados num tal de “embargos infringentes” que entende-se como um recurso exclusivo da defesa quando há falta de unanimidade em decisão colegiada e que questiona pontos específicos que tenha havido discordância. Isto posto, a defesa dos condenados utilizou-se deste argumento legal, porém nada moral, para benefício dos criminosos já condenados (que não são inocentes) que abusaram, continuam abusando do povo e foram beneficiados pelo favor da lei.

É de se pensar, porque não utilizam estes mesmos favores da lei em beneficio dos pobres, desvalidos, desprotegidos e desgraçados? Vê-se ao contrário, para estes os rigores da lei. Antes um inocente foi condenado injustamente pela omissão da autoridade, hoje as vozes das ruas (povo), estão sendo condenados a sustentar aqueles que os escravizam, sem contudo ter protegido seus direitos a manifestações pacíficas sem interferências maléficas, a desviar o foco de seus justos objetivos. Estas mesmas vozes (opinião pública) que gritam nas ruas são irrelevantes, disse um ministro do STF (Supremo Tribunal Federal), e o advogado de defesa dos condenados do mensalão. Poder-se-ia entender que, como há mais de dois milênios, se fosse do interesse de alguns, as vozes das ruas seriam ouvidas para dar a legitimidade que fossem de seus interesses comuns.

Diz o dito popular “a voz do povo é a voz de Deus”. Que pena! não é. O poder passa, as leis são substituídas segundo interesses que quase sempre as vozes das ruas desconhecem, mas o ser humano jamais passará. Renovar-se-á porque tem origem na mais importante instituição do mundo: "a família que gera gente, pessoas, ser humano que nenhum poder poderá destruir, porque têm a chancela (selo) do único Deus GADU de todo o poder". Portanto, as vozes das ruas não serão caladas, antes permanecerão sendo as vozes que mesmo clamando no deserto da impunidade, da imoralidade, do desrespeito, dos assaltos à sociedade por aqueles que deviam protegê-las e do sarcasmo (zombaria) do “poder”, há de vencer, ainda que seja no último dia.

Como a voz de João Batista clamando no deserto conclamando o povo se arrependerem (Mateus 3:2b), continuarão a luta em defesa da moral, dos bons costumes e da esperança por dias melhores porque ainda existe uma oportunidade para salvação que é uma estreita intimidade com Jesus Cristo, como disse John Beckett: “Alcançamos uma relação pessoal com o Senhor quando tomamos a maior decisão da vida. Esta decisão consiste em crer que Jesus é o filho de Deus GADU, aquele que morreu por nossos pecados, que foi sepultado e ressuscitou da morte – e como conseqüência o recebeu como Senhor e Salvador”.

Então, qual dos dois quereis? Continuar condenando o povo (vozes das ruas) como fizeram com Jesus que orientou e ainda orienta a humanidade a ter equilíbrio moral, praticar a justiça social, a ser livre e de bons costumes, a proteger a vida, a disseminar o amor, ou libertar Barrabás, que representa tudo ao contrário e de mau, que no passado enganou, no presente continua a enganar, matar, roubar e destruir as vozes das ruas (povo)?

Há que refletir, pelo menos para tentar entender os acontecimentos dos nossos dias, já que a história se repete. O autor do livro do Eclesiastes que atribui-se a Salomão o primeiro dos sábios de Israel, fala aos filhos dos homens e por fim à toda humanidade. Aponta para a estultícia natural do homem e sua ignorância.

Prepara o caminho para a sabedoria e para a luz do evangelho. A Bíblia (Livro da Lei) diz: “O que foi feito se fará outra vez. Na verdade, não há nada de novo debaixo do sol. Tudo já foi dito ou feito antes. Você pode mostrar alguma coisa nova? Como é que você sabe que isso não existiu há muito tempo?” (Eclesiastes 1:9-10).

No tempo futuro tudo se repetirá como nos dias atuais. É a Bíblia Sagrada o (Livro da Lei) , a Palavra de Deus (GADU) revelada, que assim afirma.

Não esqueçamos o relato no Evangelho segundo Lucas 12:2 quando Jesus disse: “Nada há escondido que não venha a ser descoberto, ou o que está oculto que não venha a ser conhecido”.

“Mas que poder é esse que torna o seu titular cada vez mais enfraquecido e atormentado pelo medo de perdê-lo? Que riqueza é essa que não se sustém e que, quanto maior, menos é a possibilidade daquele que a possui de levá-la consigo ao reino dos céus? Quanta fome, meus Deus... Fome e sede de justiça!”
(Extraído do Livro Incendiando a Cobiça 1ª edição, pág. 115 - Jornalista e Escritor Antonio de Castro Pinto Neto, 2003).

Jesus o filho de Deus (GADU) advertiu ao rico insensato: “Louco! Você morrerá esta noite. E então, quem ficará com tudo que você preparou?” (Lucas 12:20).

Reflitamos, pois e todos tenhamos muita paz.

Por: Joaquim Camilo Filho

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